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S&P 500 sobe 0,5% com chips e Broadcom após financiamento de US$ 63 bi

S&P 500 sobe 0,5% com chips e Broadcom após financiamento de US$ 63 bi

Índice amplo avança com Nasdaq em alta de 1,1%. Broadcom, AMD e Micron lideram, enquanto o petróleo cede e o Fed inicia reunião de dois dias.

Ilustração: Christina Morillo (Pexels)

O índice S&P 500 avançou nesta terça-feira (27) com renovado interesse em fabricantes de chips, enquanto investidores acompanhavam a queda do petróleo e uma leva de balanços corporativos. O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, abriu sua reunião de política monetária de dois dias.

O índice amplo subia 0,5% e o Nasdaq Composite ganhava 1,1%, com o Dow Jones Industrial Average próximo da estabilidade. Broadcom, Micron Technology e Advanced Micro Devices (AMD) lideravam a alta no setor, em sequência ao impulso visto na sessão anterior.

O que aconteceu

Segundo a cobertura ao vivo da CNBC, o S&P 500 subiu na terça-feira diante do entusiasmo com as empresas de semicondutores, que atraiu compradores pelo segundo dia consecutivo. O Dow Jones negociava em torno da linha d’água, enquanto o Nasdaq Composite avançava 1,1%.

As ações da Broadcom subiam cerca de 4% depois que um grupo de bancos — Bank of America, Citi e Morgan Stanley — e a Blackstone anunciaram US$ 63 bilhões em financiamento para a compra de tecnologia da Broadcom destinada à Anthropic. Outras fabricantes de chips avançavam em sintonia: a Micron Technology ganhava mais de 3% e a AMD, cerca de 5%.

Esses movimentos somavam-se aos ganhos da sessão anterior, quando as principais médias fecharam em alta, em parte graças a papéis ligados à inteligência artificial (IA) após a Anthropic protocolar pedido de abertura de capital na Nasdaq. A operação se somaria a outro IPO (oferta pública inicial) de destaque em 2026, depois da listagem da SpaceX em junho.

Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management, descreveu o momento como um daqueles intervalos em que o mercado se preocupa com gastos em IA e, em seguida, a tecnologia volta a puxar as altas. “O interruptor esteve desligado nas últimas duas semanas e parece que, nos dois primeiros dias desta semana, foi ligado de novo”, afirmou. Mesmo com as dúvidas recentes, Ellerbroek ainda vê “grande” convicção entre empresas donas de data centers para seguir expandindo.

Além do foco em chips, a CNBC destacou que os investidores monitoravam a acomodação dos preços do petróleo e analisavam uma série de resultados corporativos no mesmo dia em que o Fed iniciava o encontro de dois dias.

O que isso pode mudar

Se o interesse em semicondutores se mantiver, a liderança do Nasdaq e de nomes de IA pode voltar a ditar o ritmo do mercado de ações nos próximos pregões, sobretudo enquanto o pedido de listagem da Anthropic e o financiamento de US$ 63 bilhões para tecnologia Broadcom permanecerem no radar. O retorno do “interruptor” descrito por Ellerbroek sugere que parte do capital institucional pode estar novamente priorizando o setor, após duas semanas de cautela com o ciclo de gastos.

Por outro lado, o desfecho da reunião do Fed e a trajetória do petróleo ainda podem alterar o humor. Uma leitura mais dura da política monetária, ou novos balanços fracos fora da tecnologia, poderiam limitar a amplitude da alta mesmo com chips firmes. Já se a convicção em data centers se confirmar nos números das empresas, o movimento de Broadcom, Micron e AMD pode reforçar a tese de que a IA segue como motor cíclico das bolsas americanas em 2026 — com a ressalva de que o próprio mercado, como lembrou Ellerbroek, costuma alternar fases de dúvida e euforia em torno desses gastos.

Fontes: CNBC Top News

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