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Saravalle Bolsa reprecifica a surpresa eleitoral e aguarda a segunda

Saravalle Bolsa reprecifica a surpresa eleitoral e aguarda a segunda

Marco Saravalle, na BM&C News, liga a alta do Ibovespa em outubro à reprecificação após o 1º turno e diz que o grande posicionamento fica para segunda-feira.

Ilustração: Rafael Minguet Delgado (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal BM&C News em que Marco Saravalle analisa como a eleição presidencial polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro pesa sobre a Bolsa brasileira às vésperas do segundo turno. Em linguagem simples, a leitura é esta: o mercado já reagiu à surpresa do primeiro turno, mas ainda não quer dar o passo decisivo até saber o resultado.

Vídeo: BM&C News no YouTube · ver no canal

O que o Ibovespa precificou em outubro

Segundo Saravalle, a forte valorização do índice no mês veio sobretudo da reprecificação da surpresa pós-primeiro turno, com expectativa de possível mudança na política econômica. O mercado, diz ele, reprecifica o que não estava no preço — não a continuidade do que já se conhece.

Lucro das empresas e múltiplos

Ele separa dois motores da alta. Um é a expansão do lucro: economia crescendo, custos e impostos menores, resultados melhores — movimento comum, por exemplo, no S&P 500. O outro é a reprecificação de múltiplos: pagar mais pelo mesmo lucro. No Brasil, após o primeiro turno, os múltiplos teriam saído de cerca de 8,5 a 9 vezes para perto de 10; o histórico recente fica perto de 11 e, no longo prazo, perto de 12. Só essa segunda perna poderia abrir cerca de 10% a 15% de espaço a mais. Se os dois efeitos se confirmarem em dois ou três anos, o potencial de valorização seria bem maior — mas ainda falta sinal claro de expansão de lucros à frente.

Por que a segunda-feira importa

Às vésperas do segundo turno, faltam propostas econômicas contundentes e o pregão de sexta não mostrou apetite para um direcionamento forte. Na visão do analista, o rebalanceamento grande fica para segunda, quando o mercado souber se há continuidade ou mudança. Em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, pode haver nova reprecificação — talvez menor que a do primeiro turno — ligada à expectativa de ajuste fiscal e a um Congresso teoricamente mais alinhado. Com Lula, a leitura seria de continuidade, com a preocupação fiscal já conhecida. Em ambos os casos, a comunicação do próximo governo e a velocidade de qualquer transição entram na conta.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal BM&C News no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de BM&C News. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.