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Terra mantém Marcopolo e quatro papéis na carteira semanal após semana negativa na B3

Terra mantém Marcopolo e quatro papéis na carteira semanal após semana negativa na B3
Imagem ilustrativa

A casa deixou inalterada a seleção de 16 a 23 de outubro, com peso de 20% em cada uma das cinco ações. Na semana, a carteira caiu 1,90% e ficou acima do Ibovespa, que recuou 2,27% até quinta-feira.

Foto: Roy Serafin (Pexels)

A Terra Investimentos manteve sem mudanças a carteira recomendada semanal de ações válida de 16 a 23 de outubro de 2026. O portfólio segue concentrado em cinco papéis da Bolsa brasileira, com peso igual de 20% em cada posição: Marcopolo (POMO4), Cemig (CMIG4), Telefônica Brasil (VIVT3), MBRF (MBRF3) e Suzano (SUZB3).

Na semana anterior ao anúncio, a seleção da casa registrou desempenho negativo de 1,90%, desempenho que ficou acima — ou seja, menos prejudicado — do recuo de 2,27% do Ibovespa (IBOV) até o fechamento de quinta-feira, 15 de outubro. Nenhuma das ações da carteira subiu no período; entre elas, a Marcopolo foi o destaque negativo, com queda de 4,31%.

Em janela mais longa, a recomendação acumula avanço de 76,46% em 12 meses, contra alta de 43,28% do principal índice da B3 no mesmo intervalo, segundo o levantamento citado pelo Money Times. A matéria foi publicada no sábado, 17 de outubro de 2026, com base na estratégia divulgada pela corretora.

O que aconteceu

A decisão da Terra Investimentos foi de não alterar a composição da carteira na virada da semana de negociação. A estrutura equalizada em 20% por ativo indica aposta distribuída entre setores como transporte e equipamentos (Marcopolo), energia elétrica (Cemig), telecomunicações (Telefônica Brasil), alimentos (MBRF) e papel e celulose (Suzano), conforme os tickers listados na publicação.

O recorte de desempenho semanal mostra um mercado em que todas as cinco ações recomendadas fecharam o período no vermelho, alinhado ao movimento mais amplo do Ibovespa. Ainda assim, a carteira perdeu menos que o índice de referência na comparação apontada até 15 de outubro. A Marcopolo, com retração de 4,31%, puxou o lado mais fraco do conjunto na semana analisada.

A rentabilidade acumulada em 12 meses é o contraponto usado na cobertura para contextualizar a estratégia: o portfólio da Terra teria superado amplamente o índice no último ano, com ganho de 76,46% frente aos 43,28% do IBOV. Os números refletem desempenho passado da seleção e do índice, não uma garantia de resultado futuro.

Impacto na prática

Para quem acompanha recomendações de casas de análise e corretoras, a manutenção da lista pode sinalizar convicção da Terra na mesma tese de médio prazo, embora a semana recente tenha sido negativa para todos os nomes citados. Em hipótese, investidores que espelham carteiras recomendadas podem revisar exposição a setores como industrial, utilities, telecom, proteína e commodities de papel — sempre conforme perfil e objetivos individuais, tema que a fonte não aborda.

No plano macro, o desempenho relativo da carteira versus o Ibovespa na semana curta não altera diretamente política econômica ou câmbio, mas pode reforçar o debate entre estratégias de stock picking e acompanhamento de índice em um momento em que o índice também recuou. A diferença de quase 37 pontos percentuais na comparação de 12 meses, se mantida em períodos futuros, poderia influenciar a percepção de valor das recomendações ativas no mercado brasileiro; isso dependeria de continuidade dos resultados e do ambiente de juros, commodities e demanda doméstica, fatores não detalhados na pauta.

Empresas citadas — Marcopolo, Cemig, Telefônica Brasil, MBRF e Suzano — podem ver maior atenção de fluxo de investidores atentos às listas semanais, o que, em tese, poderia aumentar liquidez ou volatilidade pontual dos papéis, sem que isso esteja documentado na reportagem original.

Se a Terra prolongar semanas consecutivas sem trocar os cinco nomes, o mercado pode interpretar isso como aposta estável na mesma combinação para tentar repetir o histórico de superação ao Ibovespa observado nos últimos 12 meses — resultado que, na semana mais recente, já mostrou que nem carteiras selecionadas escapam de quedas quando o índice pressiona.

Fontes: Money Times — Marcopolo (POMO4) e mais 4 ações para bater o Ibovespa (IBOV) no curto prazo, segundo a Terra

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