Ubisoft não planeja novos remakes de Assassin's Creed no curto prazo

Após o Black Flag Resynced, a Ubisoft diz que não tem outro remake da franquia em desenvolvimento e prioriza títulos inéditos, Valhalla e projetos como Invictus e Hexe.
Ilustração: RDNE Stock project (Pexels)
A Ubisoft avisou nesta quinta-feira (29) que, apesar do desempenho de Assassin's Creed Black Flag Resynced, não há outro remake da franquia em desenvolvimento ativo. O foco, segundo a empresa, está no próximo ciclo de jogos inéditos.
No mesmo pacote de novidades, a companhia confirmou New Game+ para Assassin's Creed Valhalla a partir de 5 de novembro e detalhou andamento de projetos ainda sob codinome, além de avanços na adaptação live-action da Netflix.
O que aconteceu
Em atualizações sobre a franquia divulgadas nesta quinta, a Ubisoft afirmou de forma direta que não trabalha, neste momento, em outro remake de Assassin's Creed. Em postagem no blog da empresa, citada pela Engadget, a companhia escreveu que quer ser transparente e que “atualmente não tem nenhum outro remake de Assassin's Creed ativamente em desenvolvimento”. As equipes, acrescentou, já estão concentradas no “próximo capítulo” da série, com projetos ainda não anunciados, novos cenários e novas histórias.
A declaração vem depois do que a própria Ubisoft descreve como aprendizado intenso com Black Flag Resynced. Reconstruir sistemas antigos do zero, incluir elementos novos compatíveis com a experiência e equilibrar legado e inovação foi, nas palavras da empresa, um esforço enorme. Ainda assim, a companhia sinalizou que, embora priorize títulos novos agora, mantém a porta aberta para revisitar jogos antigos no futuro.
Mais cedo nesta semana, a Ubisoft lançou a atualização principal final de Black Flag Resynced, com New Game+ e um nível de dificuldade mais alto. Na mesma leva de anúncios, confirmou New Game+ para Assassin's Creed Valhalla (lançado em 2020), com disponibilidade em 5 de novembro. A empresa também prometeu, nos próximos dias, mais detalhes sobre atualizações para consoles da geração atual.
No horizonte de lançamentos, a Ubisoft disse que o projeto multiplayer da franquia, conhecido como Codename Invictus, “está evoluindo em uma direção empolgante” e passa a incorporar mais marcas registradas da série após o retorno de um playtest. Sobre Codename Hexe, apontado como a próxima entrada principal da linha, a companhia afirmou progresso constante e prevê compartilhar a próxima grande atualização sobre essa experiência “mais sombria” de Assassin's Creed em 2027. Em outro flanco, a produção da série live-action da Netflix baseada na franquia estaria quase concluída; a janela de estreia ainda não havia sido definida no momento do relato da Engadget.
O que isso pode mudar
A mensagem pode resfriar, ao menos no curto prazo, a expectativa de fãs por remasterizações ou reconstruções de clássicos da série logo após o ciclo de Black Flag Resynced. Se a Ubisoft mantiver o discurso de transparência e o deslocamento de recursos para jogos inéditos, o calendário imediato tende a girar em torno de conteúdo para títulos já lançados — como o New Game+ de Valhalla — e de atualizações de geração atual, e não de uma fila de remakes.
Ao mesmo tempo, a ênfase em Invictus e Hexe sugere que a aposta comercial e criativa se desloca para multiplayer e para uma entrada principal descrita como mais sombria, com comunicação maior só em 2027 no caso de Hexe. Isso pode alongar o intervalo entre grandes revelações e manter a franquia sob pressão para mostrar se o foco em “próximo capítulo” compensa a pausa nos remakes.
A abertura eventual a revisitar jogos antigos deixa uma válvula de escape reputacional: a Ubisoft não fecha a porta, apenas a adia. Na prática, quem espera outro remake no ritmo do Black Flag Resynced provavelmente terá de acompanhar, primeiro, o que Invictus, Hexe e a série da Netflix entregarem — e só depois qualquer sinal de retorno ao catálogo clássico.
Fontes: Engadget
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