Venda de IA na Ásia empurra investidores a setores defensivos

Tech e bancos caem juntos no Japão e na Coreia; tabaco, varejo e fast food sobem enquanto o CSI 300 segue frágil.
Foto: Yaroslav Shuraev (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television sobre a pressão sobre a tecnologia na Ásia. Investidores passam a duvidar do preço do boom de inteligência artificial: quanto retorno virá do gasto enorme em capacidade e até quando as valorizações esticadas aguentam. A confiança nas bolsas da região ficou abalada, e o dinheiro busca abrigo longe do núcleo da tese de IA.
Tech e bancos no mesmo lado
Hyperscalers e nomes da cadeia de componentes sofreram no pregão. A SoftBank recuou cerca de 6%. Murata e TDK, vistas antes como parte de um bull market estrutural, caíram entre 6,5% e 7%. Outra ação do setor, com números e orientação considerados sólidos, também despencou perto de 6,5% após alertar para restrições de capacidade. O efeito não parou na tech. Bancos na Ásia — sobretudo no Japão e na Coreia — estão muito ligados ao negócio de IA por crédito, operações e expansão. Um grande banco japonês citado no programa caiu cerca de 5%. O padrão usual no Japão, tech em baixa e bancos em alta, não se repetiu: tudo desceu junto. Na Coreia, Hana e Woori tiveram perdas ainda mais fortes do que Hynix e Samsung.
O que sobe neste momento
Entre os ganhadores aparecem tabaco, a Fast Retailing (Uniqlo), cervejarias e redes de fast food na região. É um movimento defensivo — e, no tom do programa, pouco atraente para quem ainda apostava no fim do ciclo de IA.
Coreia, Taiwan e China
Coreia e Taiwan estão profundamente alinhadas ao ciclo de investimentos em IA e às exportações. Um freio, mesmo pequeno, na tese deixa essas economias mais expostas. A China, maior e mais diversificada, tenderia a absorver melhor um choque e, na leitura dos analistas do vídeo, poderia responder com medidas de política se a pressão aumentar.
CSI 300 ainda sem sinal claro
Jane Fu, da UBS Asset Management, descreve o CSI 300 em mercado de baixa e entre os piores desempenhos acionários do ano. O sentimento em tecnologia está frágil, num cenário de juros mais altos, petróleo em alta, geopolítica e temporada de resultados nos EUA. Há bolsões de valor após a queda, mas preço barato sozinho não basta: sem melhora de fundamentos, crescimento e comportamento do investidor, ainda não é hora de apostar com força no beta chinês.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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