Vietnã aposta em trem de alta velocidade de US$ 65 bi entre norte e sul

O governo vietnamita planeja uma ferrovia de cerca de US$ 65 bilhões entre Hanói e Ho Chi Minh City, com obras a partir do fim de 2027 e meta de cortar a viagem para seis horas.
Ilustração: 🇻🇳🇻🇳 Việt Anh Nguyễn 🇻🇳🇻🇳 (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television sobre o plano do Vietnã de construir uma ferrovia de alta velocidade de cerca de US$ 65 bilhões entre Hanói e Ho Chi Minh City. A ideia é modernizar um corredor de cerca de 1.700 km que hoje leva dezenas de horas de trem e impulsionar o crescimento ao longo da rota.
Do trilho antigo à linha rápida
O trajeto norte-sul parte da movimentada estação de Hanói rumo ao polo comercial do sul. Mesmo sem paradas, a viagem atual leva pelo menos 30 horas — e o vídeo cita um corte de 35 para apenas seis horas com o novo projeto. Por isso, a maioria das pessoas prefere voar. Os trens circulam em via única de bitola estreita, erguida pelos franceses há quase um século, e o país busca acompanhar o ritmo de uma das economias que mais crescem na Ásia.
O que o governo espera ganhar
Além de encurtar o deslocamento, a linha deve estimular a economia ao longo do percurso, facilitar o acesso ao trabalho e ampliar o fluxo de turistas. O desafio técnico, contudo, é grande: o Vietnã tem quase nenhuma experiência em construir ferrovia de alta velocidade.
Obstáculos e prazo
Entre as dificuldades estão preservar sítios históricos — como um par de torres Cham de tijolo de barro com cerca de 1.300 anos —, lidar com o terreno difícil e garantir energia elétrica estável. O maior ponto de atrito pode ser a realocação de centenas de milhares de pessoas, tema que já atrasou outros grandes projetos. O início das obras foi adiado para o fim de 2027 e a conclusão deve levar pelo menos uma década. Sem manter o cronograma, o país corre o risco de perder a janela de oportunidade econômica.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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