Feira bean to bar reúne 13 marcas de chocolate no Mercado de Pinheiros

Nos dias 23 e 24 de outubro, o Mercado Municipal de Pinheiros recebe a Feira de Primavera de Chocolates Bean to Bar, com 13 marcas artesanais e entrada gratuita.
Foto: Mikhail Nilov (Pexels)
O Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo, recebe nos dias 23 e 24 de outubro a Feira de Primavera de Chocolates Bean to Bar. Das 10h às 18h, o evento reúne 13 marcas brasileiras que fabricam chocolate a partir das amêndoas de cacau e abre espaço para o público conhecer origens, sabores e processos de produção.
A iniciativa é da Associação Bean to Bar Brasil, oficializada em 2018. Segundo a organização, a feira busca ampliar o conhecimento dos consumidores sobre a cadeia produtiva do chocolate e valorizar o trabalho de produtores de cacau e de fabricantes artesanais. A entrada é gratuita.
A expressão inglesa bean to bar, que significa “da amêndoa à barra”, descreve um modelo em que o fabricante acompanha as etapas de transformação do cacau em chocolate. Escolha das amêndoas, origem da matéria-prima e técnicas de processamento influenciam aromas, sabores e texturas do produto final. O conceito também é conhecido como produção bean-to-bar; o cacau e o chocolate estão no centro dessa cadeia.
O que aconteceu
A programação desta edição traz Casa Lasevicius, Luzz Cacau, Mestiço Chocolates, Mahiange Chocolate, Cacau do Céu, Baianí, Caza Chocolates, ZAAD, Gallette, Priscyla França, Jucolatte, Majucau e Mission. As marcas atuam no segmento artesanal e, de acordo com a divulgação do evento, priorizam o acompanhamento da produção desde a amêndoa até a barra.
O encontro ocorre no Mercado Municipal de Pinheiros, na Rua Pedro Cristi, 89, no bairro de Pinheiros, na capital paulista. A feira ocupa sexta-feira e sábado, 23 e 24 de outubro de 2026, no horário das 10h às 18h. O espaço municipal, já conhecido por concentrar boxes de alimentos e gastronomia, sedia desta vez um recorte específico da produção nacional de chocolate artesanal.
Na definição usada pelas organizadoras e pela imprensa que cobriu o anúncio, o método bean to bar se distingue da lógica em que o percentual de cacau no rótulo seria o único indicador de qualidade. Duas barras com teor semelhante podem apresentar perfis sensoriais distintos, conforme variedade do fruto, região de cultivo, fermentação, torra e demais etapas controladas pelo fabricante.
A Associação Bean to Bar Brasil, também referida como Associação do Chocolate do Cacau à Barra (ACCB), é descrita como entidade gerida de forma voluntária por produtores artesanais. Entre os eixos que a associação diz defender estão o consumo consciente, a valorização da cadeia produtiva, o respeito à natureza e o combate ao trabalho escravo e infantil.
Ao reunir 13 marcas num mesmo endereço, a feira funciona como vitrine comercial e educativa ao mesmo tempo: o visitante pode comparar produtos lado a lado e, em tese, entender melhor de onde vem o cacau e como cada casa conduz a fabricação. A proposta anunciada não se limita à venda, mas inclui a divulgação de um modelo de produção ainda pouco explicado ao grande público.
Impacto na prática
Para quem compra chocolate no varejo, o evento pode tornar mais visível a diferença entre barras industrializadas padronizadas e produtos em que o fabricante controla a trajetória do cacau. Em hipótese, isso pode influenciar escolhas de consumo e a leitura de rótulos, sobretudo quando o percentual de cacau deixa de ser o único critério considerado.
No elo agrícola, a valorização da origem das amêndoas — apontada pela organização como um dos focos da feira — pode, em tese, reforçar a demanda por cacau de procedência controlada em estados produtores citados na cobertura do setor, como Bahia, Pará e Espírito Santo. Não há, nas fontes, garantia de aumento de preços ou de volume de compras; o efeito, se houver, dependeria do interesse do público e das negociações entre fabricantes e fornecedores.
Em escala de país, um encontro como este em São Paulo pode, em hipótese, ampliar a exposição do chocolate artesanal brasileiro perante consumidores urbanos e profissionais do setor de alimentos. O impacto concreto sobre exportações, empregos ou faturamento do segmento não é mensurado nas matérias que anunciam a feira e permanece, portanto, especulativo.
Se a presença das 13 marcas e o discurso da associação sobre cadeia produtiva e práticas responsáveis encontrarem eco entre os visitantes, a feira pode funcionar como termômetro de interesse por chocolate de origem no mercado doméstico — sem que isso, por si só, altere regras ou números oficiais da indústria.
Fontes: CNN Brasil; FMWR; Dornel; Google News (RSS)
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