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Flávio tem 58,5% no ES e Lula enfrenta 59% de desaprovação, diz AtlasIntel

Flávio tem 58,5% no ES e Lula enfrenta 59% de desaprovação, diz AtlasIntel

Pesquisa AtlasIntel no Espírito Santo aponta Flávio Bolsonaro com 58,5% dos votos válidos contra Lula e desaprovação de 59% ao governo federal.

Ilustração: Rafael Minguet Delgado (Pexels)

A pesquisa AtlasIntel divulgada neste sábado, 24 de outubro de 2026, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Espírito Santo na simulação de segundo turno para a Presidência. Nos votos válidos, o candidato do PL registra 58,5% das intenções, contra 41,5% do atual presidente.

O mesmo levantamento mede a percepção local sobre o Executivo federal. Lula enfrenta desaprovação de 59% no estado, enquanto 40% aprovam a gestão e 1% não sabe. Na classificação direta, 56% consideram o governo federal ruim ou péssimo.

O instituto ouviu 1.865 eleitores entre 18 e 23 de outubro, por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela própria AtlasIntel e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os protocolos ES-05872/2026 e BR-00339/2026.

O que aconteceu

Na corrida presidencial totalizada com brancos e nulos, Flávio Bolsonaro aparece com 57,5% da preferência no Espírito Santo e Lula, com 40,7%. O grupo que pretende votar em branco, anular ou está indeciso soma 1,8%, segundo a AtlasIntel, conforme reportagem da Exame.

A pesquisa também traz o cenário estadual no segundo turno. Lorenzo Pazolini (Republicanos) marca 51,2% dos votos válidos e Ricardo Ferraço (MDB), 48,8%. A diferença de 2,4 pontos percentuais fica dentro da margem de dois pontos, o que a própria reportagem descreve como empate técnico. Nos votos totais, Pazolini tem 49,8% e Ferraço, 47,4%; quem não sabe representa 1,5% e brancos e nulos, 1,3%.

Avaliado como governador, Ferraço registra aprovação de 45% dos entrevistados. Outros 37% desaprovam o desempenho e 18% não souberam avaliar. A gestão estadual é classificada como regular por 44% e como ótima ou boa por 37%.

O cruzamento demográfico, ainda no âmbito da disputa pelo Palácio Anchieta, aponta Pazolini com 68,3% entre evangélicos e 57,3% entre eleitores com renda familiar de três a cinco salários mínimos. Ferraço lidera entre agnósticos e ateus, com 82,2%, e tem melhor desempenho no eleitorado feminino (54,8%) e entre quem tem ensino superior completo (57,1%).

Impacto na prática

Em tese, um estado em que a simulação presidencial mostra vantagem expressiva de um candidato e, ao mesmo tempo, desaprovação majoritária ao governo federal pode alimentar leitura de risco político por investidores e gestores de portfólio que acompanham pesquisas na reta final do segundo turno. Não há, na fonte cruzada, dado de mercado, câmbio ou bolsa ligado a este levantamento; o efeito sobre preços de ativos, se houver, permaneceria hipotético.

Para o eleitor capixaba, os números podem reforçar a percepção de disputa apertada no governo estadual e de polarização na corrida nacional, o que, em hipótese, pode influenciar engajamento na véspera da votação. Em um país como o Brasil, pesquisas estaduais com margem estreita e avaliações críticas do Executivo federal às vezes passam a integrar o debate sobre estabilidade institucional e expectativa de política econômica após o pleito — sempre como leitura possível, não como resultado garantido.

Se a vantagem de Flávio Bolsonaro no Espírito Santo e a desaprovação de 59% a Lula se mantiverem em novos levantamentos, o quadro pode, em tese, ser lido como sinal de preferência eleitoral consolidada naquele estado; o empate técnico entre Pazolini e Ferraço, por outro lado, sugere que o desfecho estadual ainda pode depender de movimentos de última hora dentro da margem de erro da pesquisa.

Fontes: Exame

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