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França reforça polícia e Forças Armadas antes de novos protestos

França reforça polícia e Forças Armadas antes de novos protestos

Autoridades francesas elevam o efetivo policial em cerca de 20%, a cerca de 70 mil agentes, e mobilizam militares para proteger prédios estratégicos no sábado.

Foto: Rodolfo Gaion (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o correspondente Alan Katz descreve como o governo francês se prepara para uma nova rodada de manifestações no sábado. A ideia é evitar a repetição dos distúrbios do fim de semana anterior, com mais polícia nas ruas e apoio militar em pontos fixos considerados prioritários.

Vídeo: Bloomberg Television no YouTube · ver no canal

Mais polícia e militares nos prédios

Segundo o relatório, o governo deve aumentar em cerca de 20% a presença policial no terreno, somando cerca de 70 mil agentes em todo o país. Forças militares entram para proteger edifícios e locais estratégicos de alta prioridade. Com isso, agentes que normalmente ficariam nesses pontos podem se concentrar no controle de multidões.

Violência menos provável, mas não descartada

A avaliação da Bloomberg é que o cenário provavelmente não será tão violento quanto no fim de semana passado, em parte por causa dessas medidas. Ainda assim, pode haver confrontos, sobretudo no fim do dia, algo tradicional em protestos na França. Há quem vá às manifestações com o objetivo de enfrentar a polícia. Já tumultos e saques no nível visto recentemente parecem bem menos prováveis — embora, como o próprio relato lembra, nunca se possa garantir.

Estudantes, custo de vida e “coletes amarelos”

Explicar a origem do movimento é difícil porque várias agendas se cruzaram. De um lado, protestos estudantis ligados a salas deterioradas, falta de professores e ao sistema de vagas na universidade. De outro, atos contra o custo de vida, planejados semanas antes e que se juntaram aos estudantes no fim de semana passado. Não está claro se as frentes continuarão unidas.

Os protestos pelo custo de vida lembram o estilo dos coletes amarelos: movimento de base, sem liderança sindical clara e sem pedido de política específica além de aliviar o custo de vida. Sem interlocutor definido, o governo tem pouco a negociar. Há cerca de oito a dez anos, a resposta de Macron aos coletes amarelos envolveu mais de 10 bilhões de euros; hoje, segundo Katz, o Estado francês não tem essa folga de caixa — e a resposta possível permanece incerta.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.