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Justiça dos EUA processa Alasca para bloquear certificação se Dan Sullivan perder

Justiça dos EUA processa Alasca para bloquear certificação se Dan Sullivan perder

Departamento de Justiça dos EUA ajuíza ação extraordinária contra o Alasca para impedir a certificação da eleição ao Senado se o republicano Dan Sullivan for derrotado, citando risco de confusão com outro candidato de nome semelhante.

Foto: Rafael Minguet Delgado (Pexels)

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou uma ação judicial descrita como extraordinária para impedir que o Alasca certifique o vencedor da eleição ao Senado federal caso o titular republicano, o senador Dan Sullivan, perca o pleito. A peça, protocolada na quinta-feira, aponta risco de confusão entre eleitores diante da presença na cédula de outro candidato republicano chamado Daniel J. Sullivan.

Publicada nesta sexta-feira (23) pela CNBC, a reportagem situa a disputa alaskana entre várias corridas que podem decidir se os republicanos mantêm a estreita maioria na Câmara alta. Em linha com a Axios, a controvérsia gira em torno do bloqueio da certificação se o incumbente do Partido Republicano for derrotado.

O que aconteceu

Segundo a CNBC, o Departamento de Justiça busca barrar a certificação do resultado da eleição ao Senado no Alasca na hipótese de derrota de Dan Sullivan. O argumento central da petição é a possível confusão causada pelo nome de Daniel J. Sullivan na mesma disputa — e a chance de que esse fator favoreça a candidata democrata Mary Peltola.

A ação cita a diretora de eleições do Alasca, Carol Beecher, como ré. Em trecho reproduzido pela CNBC, o governo federal afirma que o Estado não deveria certificar resultados eleitorais “contaminados” pela inclusão de Daniel J. Sullivan na cédula, cuja candidatura Beecher teria considerado ter finalidade de confundir — a citação da reportagem fica incompleta nesse ponto.

O Alasca conduz a eleição geral ao Senado por ranked-choice voting, ou votação por classificação ordenada: o eleitor ordena os candidatos conforme sua preferência, em vez de marcar apenas um nome. Esse desenho institucional torna ainda mais sensível qualquer alegação de similaridade de nomes na cédula, porque a distribuição de segundas e terceiras preferências pode alterar o desfecho após a eliminação de candidatos menos votados.

A CNBC destaca ainda o alinhamento político do titular: o presidente Donald Trump e o senador Dan Sullivan apareceram juntos em ato de campanha em Wasilla, no Alasca, em 13 de outubro de 2026. A disputa local, no relato da emissora, integra o mapa nacional em que poucos assentos no Senado podem confirmar ou reverter a estreita maioria republicana.

O que isso pode mudar

Se o pedido judicial avançar, o Alasca poderia enfrentar um cenário inédito: a certificação do vencedor ficaria condicionada ao resultado favorável ao senador republicano titular, segundo a leitura da ação relatada pela CNBC. Isso, em tese, colocaria o poder Judiciário federal no centro da validação de um resultado estadual — um terreno politicamente inflamável a poucas semanas do voto.

Caso a Justiça acolha a tese da confusão de nomes, o precedente poderia pressionar outras jurisdições a reverem cédulas com homônimos ou quase-homônimos em eleições competitivas. Por outro lado, se o pedido for rejeitado, a disputa seguiria o calendário usual de apuração e certificação sob as regras do ranked-choice voting do Alasca, com Mary Peltola e os dois Sullivans na disputa pelo assento.

No plano federal, a corrida alaskana segue descrita como peça do quebra-cabeça da maioria no Senado. Qualquer liminar que atrase ou condicione a certificação poderia, hipoteticamente, afetar o ritmo com que Washington fecha a composição da Câmara alta após as midterms — sem que, neste estágio, a CNBC indique prazo judicial ou decisão cautelar já proferida.

O que está documentado até agora é a existência da ação, o alvo (a certificação condicionada à derrota de Dan Sullivan), o argumento (confusão com Daniel J. Sullivan e possível benefício a Peltola) e o contexto institucional (voto preferencial e disputa pela maioria republicana). O mérito e o alcance prático da medida ainda dependem do andamento do processo.

Fontes: CNBC Top News · Axios

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