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Messi recebe Prêmio Princesa de Astúrias por carreira e trabalho social

Messi recebe Prêmio Princesa de Astúrias por carreira e trabalho social

Em Oviedo, Lionel Messi coletou o Prêmio Princesa de Astúrias de Esportes, reconhecido por títulos e por ações a favor de crianças em situação de vulnerabilidade.

Ilustração: Mikhail Nilov (Pexels)

Lionel Messi, atacante argentino de 39 anos, recebeu na sexta-feira o principal prêmio esportivo da Espanha, o Prêmio Princesa de Astúrias de Esportes, em cerimônia em Oviedo, capital da região setentrional das Astúrias. A distinção reconhece tanto a carreira no futebol quanto o trabalho voltado ao acesso de crianças em situação de desvantagem à saúde e à educação.

O atleta havia sido anunciado vencedor em junho. Dezenas de torcedores com camisas da seleção argentina o receberam com cânticos, ao som de gaitas de fole e tambores, antes de ele coletar o pergaminho formal das mãos da princesa Leonor, herdeira do trono espanhol e homônima do galardão.

O que aconteceu

Segundo a Al Jazeera, com material da Agência France-Presse (AFP), a premiação é descrita como a mais prestigiada do esporte espanhol e integra o conjunto dos Prêmios Princesa de Astúrias, fundados em 1981 e considerados os mais relevantes do mundo de língua espanhola. O pacote abrange artes, ciências e esportes e inclui 50 mil euros, cerca de 56 mil dólares, entregues anualmente a iniciativas e trajetórias associadas à melhoria da coexistência humana.

O júri destacou Messi como “o futebolista de maior sucesso de todos os tempos” e valorizou o engajamento social. Leonor elogiou a “carreira única” do jogador e afirmou que ele “transformou o extraordinário em rotina ao ler o jogo e decidir a opção mais eficaz em frações de segundo, respeitando a essência coletiva acima do ego”.

No plano esportivo, o texto da Al Jazeera recorda oito títulos de Bola de Ouro (Ballon d’Or), a Copa do Mundo e dezenas de troféus por clubes. Messi passou 21 anos no Barcelona, clube no qual subiu das categorias de base e integrou equipes que dominaram a Espanha e a Europa sob Pep Guardiola e Luis Enrique. É o maior artilheiro, assistente e jogador com mais partidas da história da seleção argentina.

Ainda segundo a mesma reportagem, o atacante encerrou a carreira internacional no início deste ano, após a derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo em Nova Jersey. Na quinta-feira, em evento com crianças em Oviedo, Messi afirmou que “o mais importante é saber perder e saber ganhar”, descrevendo essa postura como “fundamental” no futebol.

O que isso pode mudar

A entrega em Oviedo tende, em tese, a reforçar a leitura pública de Messi não só como ídolo de resultados, mas como figura associada a causas de infância vulnerável — eixo que o júri colocou no mesmo plano da biografia vitoriosa. Em um prêmio que cruza esporte, ciência e cultura no espaço hispânico, o gesto da Casa Real espanhola pode ampliar a visibilidade de iniciativas ligadas a saúde e educação infantil sempre que a imagem do atleta for associada à laurea.

Para o futebol argentino e para a memória da geração que o viu no Barcelona, a cerimônia também funciona como marco simbólico de transição. Com a aposentadoria da seleção já anunciada e a derrota na final mundial ainda recente no calendário, o reconhecimento institucional espanhol pode consolidar um fechamento de ciclo narrativo — do menino da base blaugrana ao referente global cuja influência ultrapassa o gramado.

Resta observar se o eco do prêmio se traduzirá em maior tração para projetos sociais sob seu nome ou se permanecerá sobretudo como honraria de carreira. Por ora, o que a cobertura da Al Jazeera documenta é o encontro, em Astúrias, entre a rotina de um ídolo ainda celebrado nas arquibancadas e a linguagem solene de um prêmio que amarra excelência esportiva a impacto social mensurável em discurso oficial.

Fontes: Al Jazeera

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