Omar Aziz do PSD vence o 2º turno no Amazonas com cerca de 60% dos votos

Com 87,14% das urnas apuradas, o senador Omar Aziz (PSD) lidera a disputa no Amazonas com 60,07% dos votos válidos e confirma o favoritismo do primeiro turno frente a Professora Maria do Carmo (PL).
Ilustração: Orlando G (Pexels)
O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas no segundo turno das eleições de 2026 neste domingo (25), segundo o Money Times. Com 87,14% das urnas apuradas, o candidato do PSD somava 60,07% dos votos válidos — 1.103.690 — por volta das 20h30 no horário de Brasília, número que a reportagem trata como confirmação do favoritismo visto no primeiro turno.
A adversária, a empresária Professora Maria do Carmo (PL), registrava 39,90% dos votos válidos, ou 734.878, na mesma atualização. A apuração ainda não estava encerrada no recorte da Money Times, mas a margem mantinha Aziz à frente de forma confortável em relação à véspera eleitoral.
Em linha com a cobertura do InfoMoney, o resultado também é lido como retorno do senador ao comando do Executivo estadual depois de mais de uma década afastado desse posto. A Exame, em atualização com percentuais um pouco anteriores da apuração, igualmente apontava vitória de Aziz sobre Maria do Carmo no segundo turno.
O que aconteceu
De acordo com a Money Times, Aziz chegou ao segundo turno após conquistar 40,63% dos votos válidos na primeira etapa; Professora Maria do Carmo ficou com 24,49%. Outras redações que acompanharam a disputa citam percentuais ligeiramente diferentes para o primeiro turno: o InfoMoney fala em cerca de 40,35% para Aziz e 24,77% para a candidata do PL, enquanto a Exame registra 40,34% e 24,78%, respectivamente. Na leitura desta edição, prevalecem os números da Money Times, com a divergência tratada como variação entre veículos e horários de fechamento.
Na última pesquisa Quaest citada pela Money Times, divulgada na véspera da votação, Aziz aparecia com 59% das intenções de voto contra 41% de Maria do Carmo. O resultado parcial com mais de 87% das urnas apuradas — 60,07% a 39,90% — ficou próximo daquele cenário, ainda que a diferença percentual entre os candidatos na urna tenha se aproximado um pouco mais do que a pesquisa da véspera sugeria.
A Exame, com 85,84% das urnas apuradas, apontava 59,96% para Aziz e 40,04% para Maria do Carmo, recorte coerente com a tendência da Money Times, porém com apuração menos avançada. O mesmo veículo informa que 2.798.611 eleitores estavam aptos a escolher o próximo governador no estado. Também segundo a Exame, Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) foram eleitos senadores pelo Amazonas, com mandatos previstos para começar em 1º de fevereiro de 2027 e terminar em 31 de janeiro de 2035 — informação de contexto estadual que não altera o eixo da disputa pelo Palácio Rio Negro.
O InfoMoney destaca que a disputa “apertou” no segundo turno, formulação que descreve a dinâmica da campanha, sem contradizer a vantagem percentual que as atualizações da noite atribuíam a Aziz. Em termos de narrativa política, o PSD confirma o comando estadual com o senador à frente, enquanto o PL, com Maria do Carmo, consolida a segunda colocação na disputa amazonense.
Impacto na prática
Na vida cotidiana do eleitorado amazonense, a troca — ou a retomada — do comando do Executivo estadual pode influenciar a agenda de políticas públicas, a composição de secretarias e o ritmo de decisões orçamentárias nos próximos anos. Em tese, a volta de um nome já conhecido do eleitorado ao governo, após longo período fora do Executivo, pode reduzir a incerteza sobre quem ocupará o centro da máquina estadual, ao mesmo tempo em que abre uma nova rodada de negociações políticas com a Assembleia e com bancadas federais.
Para o ambiente de negócios e de investimentos que observam o Norte do país, o desfecho no Amazonas pode funcionar como sinal de continuidade ou de rearranjo nas relações entre governo estadual, setor produtivo e base parlamentar — sempre como hipótese, e não como efeito automático. Em um país continental, a definição de um governo estadual estratégico na Amazônia pode, em tese, afetar expectativas sobre prioridades em infraestrutura, fiscalidade local e interlocução com o governo federal, sem que isso implique, por si só, mudança imediata em indicadores nacionais de mercado.
Se a margem registrada com a apuração avançada se confirmar no fechamento oficial, o segundo turno no Amazonas tende a ser lido como consolidação do favoritismo de Aziz e como derrota do PL na disputa estadual, enquanto o calendário político nacional segue em paralelo com a apuração presidencial — terreno em que mercados e analistas acompanham outros sinais, sem que o resultado amazonense, isoladamente, determine o humor das bolsas.
Fontes: Money Times · InfoMoney · Exame
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